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Velhos conhecidos

Kylesa - Spiral Shadow



Continuam de boa saúde e de personalidade bem vincada, mas tinham um fardo complicado de carregar chamado “Static Tensions”. Por via das dúvidas, este álbum desvia-se dessa rota e envereda por terrenos mais suaves e contemplativos, sem nunca perder o tom à distorção quando esta é preciso. O que mais impressiona é a sensibilidade quase pop dada às canções, sem nunca o serem, o que lhes permite fluir de forma clarividente e harmoniosa de forma tão natural que tudo nos parece normal e claro. Acrescente-se o carácter enigmático da banda, que dá um cunho abstracto e ambíguo a tudo o que se passa, e temos aqui um dos grupos mais singulares que por aí andam.

Valient Thorr – Stranger


Claramente com menos temas de ficar no ouvido, os americanos fizeram aqui um álbum que alterna o bom (pouco) com o mediano (boa parte do disco), sem nunca entusiasmar por aí além. Por isso, cai rapidamente no esquecimento no meio de tanta coisa por ouvir, aproveitando-se um punhado de canções que podem fazer mossa em cima de um palco. Esse é outro problema. Os Valient Thorr ainda não conseguiram captar em estúdio, a pujança e energia da sua música ao vivo.

The Sword - Warp Riders


Novo e terceiro álbum destes geeks de Austin, que desta vez deixaram de lado as medievalices e puseram-se a letrar sobre o sci-fi série B. A nível musical pouco ou nada mudou. Talvez mais limpinhos e um pouco menos barulhentos, embora o espírito e raízes de uma espécie de neo-heavy-metal a palmilhar terrenos do stoner permaneçam. No meio de riffs que em muito devem ao legado dos 70 de uns Sabbath ou de uns Zeppelin, surgem também influências óbvias, e, desta vez, menos escondidas do rock e blues a fazer lembrar uns ZZ Top.
Álbum muito bem-disposto e a minha companhia de condução na estrada nestes últimos dias.

Haust - The Powers of Horror

Mais uns da Noruega com uma espécie de Metal das trevas e do corpse paint, misturado, de vez em quando, com um Hardcore engraçado.
É engraçado mas não é bonito. O álbum é suficientemente pesado, demente e caótico para nunca nos deixar na indiferença. Depois, o vento que sopra é bastante negro o que dá um cunho interessante à banda, pois não se trata de um disco de black metal (nem pouco mais ou menos, embora já os tenha visto nesse catálogo), mas carrega consigo essa aura. São mais os bons momentos do que aqueles que me passam ao lado, e a cada audição a balança desequilibra-se ainda mais para o lado positivo. A ter em atenção.

Kvelertak

Filhos de Darkthrone e Turbonegro. O meu mais recente vício.

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